O terremoto de magnitude 8,8 que sacudiu o Chile neste sábado
(27) causou a morte de mais de 300 pessoas, informou durante a
noite a diretora do Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na
sigla em espanhol), Carmen Fernández.
Mais cedo, a presidente chilena Michelle Bachelet, havia dito que o desastre afetou de alguma maneira 2 milhões de pessoas.
“As forças da natureza golpearam duramente nossa pátria e mais uma vez põem à prova nossa capacidade de enfrentar adversidades e ficarmos de pé”, declarou a presidente em um pronunciamento transmitido em cadeia de rádio e TVs.
Segundo Bachelet, que sobrevoou de helicóptero as áreas atingidas neste sábado, o terremoto afetou 80% do país, e há pelo menos 1 milhão de casas danificadas. A presidente mandou condolência e solidariedade às vítimas e pediu "força" aos cidadãos.
"Todas as autoridades do governo vão colocar toda energia para a volta à normalidade. Temos adiante uma árdua tarefa, não será fácil, requer muito tempo e recursos, mas sobretudo a generosidade e voluntarismo de todos nós", disse a presidente.
Veja fotos do terremoto no Chile
Além dos mortos durante o terremoto, o número de vítimas aumenta devido aos tremores secundários, que continuam até a manhã deste domingo (28).
O terremoto, de cerca de um minuto de duração, ocorreu às 3h34 (horário local de verão, o mesmo de Brasília) e atingiu atingiu a região central do Chile, perto da cidada de Concepción, 400 km ao sul de Santiago. Na capital chilena, a 325 km de distância, o terremoto estremeceu diversos prédios, e várias regiões da cidade ficaram sem energia. Com medo, muitos chilenos saíram às ruas.
Em entrevista, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, pediu união dos setores público e privado na reconstrução dos setores essenciais do país. Bachelet disse que a destruição provocada pelo tremor poderia ter causado um número ainda maior de mortos, o que mostra que muitas pessoas conseguiram deixar suas casas no momento da tragédia.
O tremor foi sentido nos países vizinhos, inclusive no Brasil. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de São Paulo informaram que receberam chamados para verificar pequenos tremores em vários bairros da capital paulista.
O terremoto atingiu a região central do Chile, perto de Concepción, 400 km ao sul de Santiago, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O epicentro do tremor foi localizado no mar, a 35 km de profundidade, em Maule, a 99 km da cidade de Talca.
Destruição em Santa Cruz, fotografada pelo internauta Mario Andrés Vilches, e fogo em edifício de Concepción. (Foto: Mario Andrés Vilches/AFP/Reprodução Telesur)
Leia, a seguir, algumas das consequências do terremoto no Chile:
AEROPORTO FECHADO
O Aeroporto Internacional de Santiago foi fechado por pelo menos 24 horas. As empresas aéreas TAM e Gol cancelaram voos entre São Paulo e Santiago, no Chile, neste sábado (27).
ALERTAS DE TSUNAMI
Tsunami provocada pelo tremor atingiu a Ilha Robinson Crusoé, próxima a Valparaíso. Na Ilha de Páscoa, também na costa chilena, foi ordenada a retirada dos moradores por conta do risco de tsunami. O Havaí também teve um alerta de tsunami, que acabou sendo cancelado, sem maiores danos. Na manhã deste domingo, todos os alertas foram retirados pela agência meteorológica americana.
REGIÕES ATINGIDAS
O jornal local “La Tercera” publicou em sua edição on-line um número parcial de mortos por região, que até as 11h49 locais totalizavam 60 pessoas. principal atingida foi a região de Maule, onde ocorreu o epicentro do tremor, com 34 registros.
OUTROS TERREMOTOS
O terremoto ocorreu a poucos dias de se completarem 25 anos de outro tremor que causou centenas de mortes e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.




















